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A VIDA ... A VIAGEM ... A EXPEDIÇÃO ...

 

  A vida é assim: a gente escolhe um caminho na esperança de que ele vá nos conduzir a um lugar de alegria.

  Tolos, pensamos que a alegria está no final do caminho.

  E caminhamos distraídos, sem prestar atenção.

  Afinal de contas, o caminho é só caminho, passagem, não é o ponto  de chegada.Com frequência, a gente não chega lá, porque morre antes.

  Mas há poucos que chegam ao lugar sonhado.

  - só para descobrir que a alegria não mora lá.

  Caminharam sem compreender que a alegria não se encontra ao final, mas às margens do caminho.

  Não foi isso que disse Riobaldo ?

 “ O REAL NÃO ESTÁ NA SAÍDA NEM NA CHEGADA; ELE SE DISPÕE PARA A GENTE É NO MEIO DA TRAVESSIA”
                                                                                                                                        Rubem Alves

LOUCOS e SANTOS

 


Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. 

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. 

Deles não quero resposta, quero meu avesso. 

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. 

Para isso, só sendo louco. 

Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. 

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. 

Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. 

Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. 

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. 

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. 

Não quero amigos adultos nem chatos. 

Quero-os metade infância e outra metade velhice! 

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. 

Tenho amigos para saber quem eu sou. 

Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que  "normalidade"  é uma ilusão imbecil e estéril.

                                                                                                                                                                           Oscar Wilde

 

DIANTE de MIM


DIANTE DE MIM                                              

            Diante de mim, tendo eu por testemunha e sob pena de perder o respeito por minha própria palavra, eu me comprometo a buscar e defender Qualidade de Vida em tudo o que eu faço e em todos os lugares onde esteja.

E me comprometo a estar presente aqui e agora, a despeito do prazer ou dor que este momento me traz, fazendo a parte que me cabe, do melhor modo que eu sei, sem me queixar do mundo nem culpar os outros por meus erros e fracassos, mas antes me aceitando imperfeito, limitado e humano.

Mesmo que tudo recomende o contrário, eu me comprometo a amar, confiar e ter esperança sem quaisquer limites e condições.

E embora eu só possa fazer pequeno, eu me comprometo a pensar grande e a me preparar com disciplina e coragem para os ideais que ainda espero e vou alcançar, sabendo que tudo começa simples e singelo.

De corpo, cabeça e coração, eu me comprometo crescer muito e sempre de todos os modos possíveis, de todos os jeitos sonhados, até que a vida me considere apto para a morte.

                                                                                     Geraldo Eustáquio de Souza

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS

O valioso tempo dos maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para  a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.

¨As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos¨

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial !

 

Mario Coelho Pinto de Andrade – escritor e político angolano (1928 – 1990) 

SER MINEIRO

SER MINEIRO - Frei Betto

Como todo mineiro é um pouco filósofo, há um mistério sobre o qual medito há anos: o que é ser mineiro? 

De reflexões e inflexões que extraí sobre a mineirice - muitas delas colhidas de metafísicas inscrições em rótulos de cachaça e quinquilharias de beira de estrada - eis as conclusões a que cheguei:

Mineiro a gente não entende - interpreta.

Ser mineiro é dormir no chão para não cair da cama; usar sapatos de borracha para não dar esmola a cego; tomar café ralo e esconder dinheiro grosso; pedir emprestado para disfarçar a fartura.

É desconfiar até dos próprios pensamentos e não dar adeus para evitar abrir a mão.

Mineiro não é contra nem a favor; antes, pelo contrário. Aliás, mineiro não fala, proseia. Toca em desgraça, doença e morte e vive como quem se julga eterno. Chega na estação antes de colocarem os trilhos, para não perder o trem. E, na hora em embarque, grita para a mulher, que carrega a sua mala: "Corre com os trens que a coisa já chegou!"

Mineiro, quando viaja, leva de tudo, até água para beber. E um coração carregado de saudades.

Relógio de mineiro é enfeite. Pontual para chegar, o mineiro nunca tem hora para sair. A diferença entre o suíço e o mineiro é que o primeiro chega na hora. O mineiro chega antes.

O bom mineiro não laça boi com embira, não dá rasteira em pé de vento, não pisa no escuro, não anda no molhado, só acredita em fumaça quando vê fogo, não estica conversas com estranhos, só arrisca quando tem certeza, e não troca um pássaro na mão por dois voando. 

Ser mineiro é sorrir sem mostrar os dentes, ter a esperteza das serpentes e fingir a simplicidade das pombas, fazer de conta que acredita nas autoridades e conspirar contra o governo.

Mineiro foge da luz do sol por suspeitar da própria sombra, vive entre montanhas e sonha com o mar, viaja mundo para comer, do outro lado do planeta, um tutu de feijão com couve picada. 

Mineiro sai de Minas sem que Minas saia dele. Fica uma saudade forte, funda, farta e fértil.

Enquanto outros não conseguem, mineiro num dá conta. Nem paquera, espia. Não arruma briga, caça confusão. E mineira não se perfuma, fica cheirosa.

Ser mineiro é venerar o passado como relíquia e falar do futuro como utopia, curtir saudade na cachaça e paixão em serenatas, dormir com um olho fechado e outro aberto, suscitar intrigas com tranqüilidade de espírito, acender vela à santa e, por via das dúvidas, não conjurar o diabo.

Mineiro fala de política como se só ele entendesse do assunto, faz oposição sem granjear inimigos, gera filhos para virar compadre de político. 

Ser mineiro é fazer a pergunta já sabendo a resposta, ter orgulho de ser humilde, bancar a raposa e ainda insistir em tomar conta do galinheiro. 

Mineiro fica em cima do muro, não por imparcialidade, mas para poder ver melhor os dois lados.

Cabeça-dura, o mineiro tem o coração mole. Acredita mais no fascínio da simpatia que no poder das idéias. Fala manso para quebrar as resistências do adversário.

Mineiro é isso, sô! Come as sílabas para não morrer pela boca. Faz economia de palavras para não gastar saliva. Fala manso para quebrar as resistências do interlocutor. Sonega letras para economizar palavras. De vossa mercê, passa pra vossemecê, vossência, vosmecê, você, ocê, cê e, num demora muito, usará só o acento circunflexo! 

Mineiro fala um dialeto que só outro mineiro entende, como aquele sujeito que, à beira do fogão de lenha, ensinava o outro a fazer café. Fervida a água, o aprendiz indagou: "Pó pô pó?" E o outro respondeu: "Pó pô, pô".

Mineiro não fica louco; piora. Por isso, em Minas não se diz que alguém endoidou, mas sim que "se manifestou..."

Ser mineiro é comer goiabada de Ponte Nova, doce de leite de Viçosa, queijo do Serro, requeijão de Teófilo Otoni e lingüiça de Formiga, tudo regado a pinga de Salinas. 

É cozinhar em fogão de lenha com panela de pedra sabão.

Mineiro não tem idéias, só lembranças; não raciocina, associa; pão-duro, tem o coração mole; pensa que esposa é parente, filho, empregado e carrega sobrenome como título de nobreza

Ser mineiro é acreditar mais no fascínio da simpatia que no poder das idéias. É navegar em montanhas e saber criar bois, filhos e versos. 

Mineiro vai ao teatro, não para ver, mas para ser visto, freqüenta igreja para fingir piedade, ri antes de contar a piada e chora com a desgraça alheia. Adora sala de visitas trancada, na esperança de retorno do rei. 

Avarento, não lê o jornal de uma só vez para não gastar as letras, e ainda guarda para o dia seguinte para poder ter notícias. Aliás, mineiro não lê, passa os olhos. Não fala ao telefone, dá recado.

Praia de mineiro é barzinho e, sua sala de visitas, balcão de armazém e cerca de curral. Ali a língua rola solta na conversa mole, como se o tempo fosse eterno. Certo mesmo é que o momento é terno.

Ser mineiro é ajoelhar na igreja para ver melhor as pernas da viúva, frequentar batizado para pedir votos, ir a casamentos para exibir roupa nova.

Mineiro que não reza não se preza. Acende a Deus a vela comprada do diabo. Religioso, na sua crendice há lugar para todos: O Cujo e a mula-sem-cabeça; assombrações e fantasmas; duendes e extra-terrestres.

Mineiro vai a enterro para conferir quem continua vivo. Nunca sabe o que dizer aos parentes do falecido, mas fica horas na fila de cumprimentos para marcar presença. Leva lenço no bolso para o caso de ter de enxugar as lágrimas da família.

Não manda flores porque desconfia que a flora embolsa a grana e não cumpre o trato.

Mineiro só elogia quando o outro virou defunto. E fala mal de vivo convencido de que está fazendo o bem.

Ser mineiro é esbanjar tolerância para mendigar afeto, proferir definições sem se definir, contar casos sem falar de si próprio, fazer perguntas já sabendo as respostas.

Mineiro é capaz de falar horas seguidas sem dizer nada. E cumprimenta com mão mole para escapar do aperto.

Mineiro é feito pedra preciosa: visto sem atenção não revela o valor que tem, pois esconde o jogo para ganhar a partida e acredita que a fruta do vizinho é sempre mais gostosa.

Mineiro age com a esperteza das serpentes mas se veste com a simplicidade das pombas, e encobre as contradições com o manto fictício da cordialidade. Mas conta fora tudo que se passa em casa.

Ser mineiro é fazer cara feia e rir com o coração, andar com guarda-chuva para disfarçar a bengala, fingir que não sabe o que bem conhece, fumar cigarro de palha para espantar mosquitos, mascar fumo para amaciar a dentadura.

Mineiro sabe quantas pernas tem a cobra, escova os dentes do alho, teme rasteira de pé de mesa e, por via das dúvidas, põe água e alpiste para o cuco.

Mineiro é pão-duro, não abre a mão nem pra dar bom dia. Desconfiado, retira o dinheiro do banco, conta e torna a depositar. Vive pobre para morrer rico e pede emprestado para disfarçar a fartura.

Mineiro rico compra carro do ano e manda pôr meia sola em sapato usado. Viaja ao exterior e não dá esmola a pobre. Fica sócio de clube para ter status. E faz filho para virar compadre de político.

Pacífico, mineiro dá um boi para não entrar na briga e a boiada para continuar de fora. Mas, se pisam no calo do mineiro, ele conjura, te esconjura, jurado e juramentado no sangue de Tiradentes. 

Mineiro é como angu, só fica no ponto quando se mexe com ele.

Em Minas, o juiz é de fora, o mar é de Espanha, os montes são claros, a flor é viçosa, a ponte é nova, o ouro é preto, é belo o horizonte, o pouso é alegre, as dores são de indaiá e os poços de caldas. 

"Minas Gerais é muitas", como disse Guimarães Rosa. É fogão de lenha e comida preparada em panela de pedra sabão; turmalina e esmeralda; tropa de burro e rios indolentes chorando a caminho do mar; sino de igreja e tropeiros mourejando gado sob a tarde incendiada pelo hálito da noite. 

Minas é Mantiqueira e serrado, Aleijadinho e Amílcar de Castro, Drummond e Milton Nascimento, pão de queijo e broa de fubá. 

Minas é uma mulher de ancas firmes e seios fartos, sensual nas curvas, dócil no trato, barroca no estilo e envolta em brocados, ostentando camafeus. 

Minas é saborosamente mágica. 

Ave, Minas! Batizada Gerais, és uma terra muito singular.

Frei Betto é escritor, mineiro, autor de “Comer como um frade – divinas receitas para quem sabe por que temos um céu na boca” (José Olympio), entre outros livros.

 

A CORAGEM PARA SER FELIZ


Continuamos a perder muitas coisas na vida só por causa da falta de coragem.
Na verdade, nenhum esforço é necessário para conquistar – só é preciso coragem – e as coisas começarão a vir até você, em vez de você ir atrás delas.
Pelo menos no mundo interior é assim.
E, para mim, ser feliz é a maior coragem.

Ser infeliz é uma atitude muito covarde.
Na realidade, para ser infeliz, não é preciso nada.
Qualquer covarde pode ser, qualquer tolo pode ser.
Todo mundo é capaz de ser infeliz; para ser feliz é preciso coragem – é um risco tremendo.

Não temos o costume de pensar assim.
Nós pensamos: “O que é preciso para ser feliz? Todo mundo quer ser feliz.”
Isso está absolutamente errado.

É muito raro uma pessoa estar pronta para ser feliz – as pessoas investem tanto na infelicidade! Elas adoram ser infelizes.
Na verdade, elas são felizes por serem infelizes.

Há muitas coisas para se entender – sem entendê-las é muito
difícil se livrar da mania de ser infeliz.

A primeira coisa é:
ninguém está prendendo você;
é você que decidiu ficar na prisão da infelicidade.
Ninguém prende ninguém.

O homem que está pronto para sair dela, pode sair quando quiser.
Ninguém mais é responsável.

Se uma pessoa é infeliz, é ela mesma a responsável.
Mas a pessoa infeliz nunca aceita a responsabilidade – é por isso que continua infeliz.
Ela diz: “ Estão me fazendo infeliz” .

Se outra pessoa está fazendo com que você seja infeliz,
naturalmente não há nada que você possa fazer.
Se você mesmo está causando a sua infelicidade, alguma coisa pode ser feita...
alguma coisa pode ser feita imediatamente.

Então ser ou não ser infeliz está nas suas mãos.

Todavia as pessoas ficam jogando nos outros a responsabilidade – às vezes na mulher, às vezes no marido, às vezes na família, no condicionamento, na infância, na mãe, no pai... outras vezes na sociedade, na história, no destino, em Deus – mas não param de jogar nos outros.
Os nomes são diferentes, mas o truque é sempre o mesmo.

Um homem torna-se realmente um homem quando aceita
a responsabilidade total – é responsável pelo quer que seja.
Essa é a primeira forma de coragem, a maior delas.

É muito difícil aceitá-la porque a mente vai continuar dizendo:
“Se você é responsável, porque criou isso?”.
Para evitar isso, dizemos que os outros são responsáveis:
“O que eu posso fazer? Não tem jeito... sou uma vítima! Sou jogado daqui para ali por forças maiores que eu e não posso fazer nada. Posso no máximo chorar porque sou infeliz e ficar ainda mais infeliz chorando”.

E tudo cresce – se você cultiva uma coisa, ela cresce.
Então você vai cada vez mais fundo... mergulha cada vez mais fundo.

Ninguém, nenhuma outra força, está fazendo nada a você.
É você e só você.

Isso resume toda a filosofia do karma – que é o seu fazer; karma significa ‘fazer’.
Você fez e pode desfazer.
E não é preciso esperar, postergar.
Não é preciso tempo – você pode simplesmente pular fora disso.

Mas nós nos habituamos.
Se pararmos de ser infelizes, nos sentiremos muito sozinhos,
perderemos nossa maior companhia.
A infelicidade virou nossa sombra – nos segue por toda a parte.

Quando não há ninguém por perto, pelo menos a infelicidade está ali presente
- você se casa com ela....
E trata-se de um casamento muito, muito longo;
você está casado com a sua infelicidade há muitas vidas.

Agora chegou a hora de se divorciar dela.
Isto é o que eu chamo de a grande coragem
– divorciar-se da infelicidade,
perder o hábito mais antigo da mente humana,
a companhia mais fiel.

OSHO,
The Buddha Disease, # 27

MÁXIMAS

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."

                                                                                                       Amyr Klink - no livro "Mar sem fim"

 


"Amigos nunca se separam, apenas trilham caminhos diferentes"
¨El que quiere hacer algo encuentra un medio, el que no, una escuza.¨

 

                                      Colhida no Camping Punta Balena, Maldonado, Uruguay


 

 

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POESIA

Foi percorrendo a Estrada Real, Caminho dos Diamantes, que encontrei um viajante especial dentre muitos outros. Chegou,... sorriu,... presenteou e,... partiu !

O poeta Marden Assis, de Barão de Cocais, ofereceu-me  seu livro ¨ENTRE OUTRAS COISAS¨, do qual ressalto a pertinente poesia  

                SEM DESTINO

Sou um sujeito

acontecido de fados

mastigo fumaça

no horizontar do sol

vendo a escuridão

dourar a vida

o manto a cobri-la,

a lida em prol...

              Sou desaconchagado da rotina

              Não sei ver de novo

              O novo velho

              Me empobreço ao ter contigo

              O Tejo

              Teu não é meu

              Aquilo que não vergo.

Minha terra tem montanhas,

Flores do mal e do bem,

De nada

E de tudo também...

Tem até amor.

Não sei de quem.

               Quero andar, andar sem destino

               Ou com ele...seria?

               Seja lá prá onde

               E como for

               Meu destino é só andar.

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VIAJANDO COM CALMA !

Nossa concepção de expedições e viagens  UAIVENTURA segue a moderna tendência de ¨slow travel¨  - viajar com calma. Nada de estresse, tensão ou pressa nos percursos.

Ou seja, os roteiros e os cronogramas são suaves, permitindo desfutar com prazer de toda  Expedição.    Afinal de contas,  de  correria e tensão, já basta nosso dia a dia, não é mesmo?

Durante Expedições de longa duração e distância, os deslocamentos máximos diários são de aproximadamente 800 km . Somente viajamos à luz do dia. Todos os veículos são equipados com rádios para comunicação adequada entre sí. Assim,  todo o grupo participa.  Sempre programamos paradas de um dia ou mais para desfrutar e descansar em um lugar agradável. Para aqueles mais inquietos, também há algo a fazer, a ver, a aproveitar e agitar.

Desta maneira,  nosso objetivo principal torna-se VIAGEM COM PRAZER. 

Como bem disse Guimarães Rosa:

¨O REAL NÃO ESTÁ NA SAÍDA NEM NA CHEGADA. ÊLE SE DISPÕE PRA GENTE É NO MEIO DA TRAVESSIA¨.  

                                                                    

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VIAGEM DE CARRO, EXPEDIÇÃO, POR QUE ?

                                                                   

Se voce gosta de dirigir e de viajar no seu próprio carro, de conhecer novos lugares, culturas, paisagens lindíssimas e possui um espírito ávido de aventuras, seu lugar é aqui.

Se você não gosta ou ainda não experimentou esse prazer, seu lugar é aqui também, pois, você vai aprender a desfrutar deste  maravilhoso mundo: o simples prazer de viajar de carro, em grupo.

CONHEÇA  O  ESTILO   UAIVENTURA :

EXPEDIÇÃO : é uma expressão usada para designar VIAGEM LONGA COM SABOR DE AVENTURA, onde você experimenta situações novas a cada dia, simplesmente vivendo e seguindo um roteiro muito bem planejado e com a maior segurança e conforto. Há sempre objetivos a serem alcançados.

COMO PARTICIPAR - VEÍCULO : você dirige seu próprio carro, preferencialmente um 4x4 ou AWD, ¨All Wheel Drive¨. Os modelos tipo  ¨adventure¨ e  até mesmo caminhonetes ou SUV´s 4x2  poderão ser utilizados. São carros de suspensão mais alta e robusta. A caixa de redução  ou ¨reduzida¨, será obrigatória quando especificado para cada destino. Verifique a necessidade.

POR QUE ESTES VEÍCULOS : por serem  mais adequados às aventuras, por possuirem mais altura livre do solo e pneus de maior aderência no fora-de-estrada, além de serem mais seguros, confiáveis, espaçosos e proporcionar mais conforto. Uma boa manutenção  é  sempre necessária.

VIAJE COMO PASSAGEIRO : caso não queira viajar no seu próprio carro, disponibilizamos lugares em nossos veículos. Verifique.  

ROTEIROS DE AVENTURA : devido ao seu veículo proporcionar-lhe acesso a lugares únicos e descobertas maravilhosas, nossa programação, destinos e roteiros  são previamente levantados  e percorridos, mas estão sujeitos a alterações e mudanças imprevisíveis conforme as condições da natureza, do tempo e das estradas. É sempre uma aventura. Aliás, viver é aventurar-se !!!

DESLOCAMENTOS : são  os percursos entre um lugar ou cidade de apoio ou pernoite, a outro. Para nossa segurança, os deslocamentos são feitos únicamente durante a luz do dia.

HOSPEDAGEM : os pernoites são feitos em Pousadas, Hotéis, Cabanas, Logdes ou mesmo em Campings, de boa qualidade, conforme o DESCRITIVO  de cada expedição, enviado aos participantes.

ALIMENTAÇÃO : durante os deslocamentos longos faremos pequenos lanches,  para favorecer o tempo. Priorizaremos o jantar como refeição principal após o fim do deslocamento e acomodação em hospedagem.

BAGAGEM - O QUE LEVAR : você receberá um CHECK LIST completo e todas as instruções adequadas a cada roteiro, passeio, viagem ou expedição.  Inclue cuidados com o carro, documentação exigida dos participantes e do veículo nos países visitados,  equipamentos necessários, tipos de vestimenta, calçados e acessórios. Nós lhe informaremos de tudo o que você poderá precisar.


 

VIAJAR DE CARRO EM GRUPO E AO SABOR DA UAIVENTURA, DO DESCONHECIDO, É UMA DAS EXPERIÊNCIAS MAIS ENRIQUECEDORAS QUE PODEMOS TER.    SÃO  MUITAS  EMOÇÕES,  SENTIMENTOS  E  NOVAS IDÉIAS.

ALÉM DE NOS PROPORCIONAR DESCOBERTAS  FANTÁSTICAS DE LUGARES, PAISAGENS, COSTUMES, CULINÁRIA, FOLCLORE E HISTÓRIA,  A VIAGEM  COM O GRUPO UAIVENTURA CAPACITA-NOS A VENCER OBSTÁCULOS DE TODA NATUREZA.

O MAIOR DESAFIO E ALEGRIA  É PODER  CONVIVER  EM HARMONIA COM NÓS MESMOS, POIS, ACIMA DE TUDO, A VIAGEM  É  PARA  DENTRO, ONDE  SE  ENCONTRA O DIVINO MARAVILHOSO SER  HUMANO  QUE   SOMOS.

 

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